Os poliuretanos
(PU’s) foram desenvolvidos por Otto Bayer, em 1937, tornando-se uma fantástica história de
sucesso e um negócio de muitos bilhões de dólares no mundo atual. São produzidos pela
reação de poliadição de um isocianato (di ou polifuncional) com um poliol e outros
reagentes como: agentes de cura ou extensores de cadeia; catalisadores; agentes de expansão; surfactantes;
cargas, agentes antienvelhecimento, corantes & pigmentos, retardantes de chama, desmoldantes, etc. Os
isocianatos podem ser aromáticos ou alifáticos. Os compostos hidroxilados podem variar quanto ao
peso molecular, natureza química e funcionalidade. Os polióis podem ser poliéteres,
poliésteres, ou possuir estrutura hidrocarbônica. A natureza química bem como a
funcionalidade dos reagentes deve ser escolhida de acordo com as propriedades finais desejadas. Esta
flexibilidade possibilita a obtenção de materiais com diferentes propriedades físicas e
químicas, e faz com que os PU’s ocupem posição importante no mercado mundial de
polímeros sintéticos de alto desempenho.
O desenvolvimento comercial dos PU’s começou na Alemanha no final da década de 1930,
inicialmente com a fabricação de espumas rígidas, adesivos, e tintas. Durante a Segunda
Guerra Mundial o desenvolvimento dos PU’s foi descontinuado, porém desde 1946 o seu mercado tem
apresentado um crescimento enorme. A década de 1950 registrou o desenvolvimento comercial dos PU’s
em espumas flexíveis. Durante os anos 60, o uso dos clorofluorcarbonos (CFC’s) como agente de
expansão das espumas rígidas resultou no grande emprego deste material em isolamento
térmico. Na década de 1970 as espumas semi-flexíveis e semi-rígidas revestidas com
materiais termoplásticos foram largamente usadas na indústria automotiva. Nos anos 80, o
crescimento de importância comercial foi a moldagem por injeção e reação (RIM),
dando ímpeto aos estudos das relações entre estrutura molecular e propriedades dos
PU’s. Na década de 1990 e neste início de milênio, presenciamos a
preocupação com o meio ambiente, com as pesquisas voltadas para a substituição dos
CFC’s considerados danosos à camada de ozônio terrestre, o desenvolvimento de sistemas que
não possuam compostos orgânicos voláteis (VOC’s), e os processos de reciclagem dos
PU’s.
Extraído do Livro Química e Tecnologia dos Poliuretanos - Dr. Walter Vilar, D Sc - www.poliuretanos.com.br |